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O COMBATE DA ILHA DA REDENÇÃO E O DESEMBARQUE NO PASSO DA PÁTRIA

Publicado: Terça, 26 de Junho de 2018, 16h41 | Última atualização em Segunda, 26 de Novembro de 2018, 19h48 | Acessos: 620
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 1. Combate do banco de Itapiru ou ilha da Redenção (10 Abr 1866)

As tropas que, sob o comando do Tenente-Coronel Villagran Cabrita, ocupavam a ilha desde a noite de 5 de abril, compunham-se do 7º Batalhão de Voluntários da Pátria, de São Paulo (depois  35º  de Voluntários), do 14º Batalhão Provisório de Linha (Guardas Nacionais do Município  Neutro), de cem praças do Batalhão de Engenheiros e de um contingente do 1º Batalhão de Artilharia, com quatro peças e quatro morteiros, formando o total de pouco mais de 900 homens.

Na madrugada deste dia, foi assaltada a ilha por 1.266 paraguaios, em duas expedições (3º e 9º batalhões, e um destacamento de cavalaria a pé), ao mando de Leonardo Riveros. O General Diaz, que deveria embarcar com as seguintes expedições, não pode partir, porque as canhoneiras Henrique Martins e Greenhalg, metendo-se entre a ilha e o Forte de Itapiru, começaram a destruir as canoas, impedindo a passagem.

Após renhido combate, foram repelidos os assaltantes, com perda de 900 homens, entre mortos e prisioneiros, na ilha ou no canal, durante a fuga. Apenas uns 300 homens, pela maior parte feridos, puderam tornar ao acampamento de López.

Terminado o combate, o comandante Villagran Cabrita foi morto por uma granada lançada de Itapiru, no momento em que ia assinar a parte oficial da vitória que alcançara. A nossa perda foi de 155 mortos e feridos.

 

 2. A Invasão do Paraguai (15 Abr 1866)

 A Proclamação do General Osório para o 1º Corpo de Exército Brasileiro, acampado na margem esquerda do Passo da Pátria dizia: “Soldados, é fácil a missão de comandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho do dever. O nosso caminho está ali em frente!” À noite começam a embarcar as primeiras tropas, todas brasileiras, destinadas à operação da passagem do Paraguai.

Pela manhã do dia 16 de abril, a esquadra brasileira, sob o comando do almirante Tamandaré, aproximou-se da margem direita do Paraná, nas vizinhanças de Itapiru e Passo da Pátria, e começou o bombardeamento das posições ocupadas pelo Exército de López.

Às 8h30, partiram os transportes que levavam o general Osório e os primeiros 10 mil homens (todos brasileiros, divisões dos generais Argolo e Sampaio), destinados a conquistar para os exércitos aliados lugar seguro de desembarque no território inimigo. O general Osório foi o primeiro a saltar em terra, acompanhado apenas de alguns homens, na margem esquerda do Paraguai, meia légua (cerca de 3,3 km) acima da ponta da confluência.

Pouco depois, travou-se combate entre as primeiras companhias que desembarcaram, do  2º  de Voluntários (Rio de Janeiro), ao mando do major Deodoro da Fonseca, e a coluna paraguaia dos comandantes Hermosa e Venegas. Outras forças foram chegando e, reunidas as que levavam de vencida os contrários, adiantaram a perseguição até laguna Sirena, em cuja margem meridional Osório fez alto às 14h. Só à noite começaram a desembarcar os nossos aliados.

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